Haiti: o lado bom e ruim da web Agência Diga! - Comunicação Digital


Haiti: o lado bom e ruim da web

Quando as primeiras notícias sobre o terremoto no Haiti começaram a ser veiculadas, me coloquei num exercício de observação sobre a forma como essa tragédia circularia pela internet nos dias seguintes. Interessante perceber como a web se tornou o grande espelho da nossa sociedade, reproduzindo fielmente o comportamento que nossa rotina diária muitas vezes não nos deixa perceber.

Enquanto algumas pessoas se uniam através das redes sociais, buscando reproduzir informações úteis, coordenando doações, ajudando efetivamente da maneira que podiam, outras aproveitavam a boa fé para divulgar contas bancárias que não estão relacionadas com nenhuma ajuda direcionada ao Haiti ou então espalham links com vírus e outras ações sem sentido.

Nesse sentido é importante estar atento e procurar checar muito bem os dados que foram divulgados através de emails encaminhados em nome de ongs ou instituições ligadas a ações sociais. Eu, por exemplo, recebi um email divulgando o site do Médicos sem Fronteiras, onde é possível fazer doação por cartão de crédito ou boleto bancário. Desconfiado, entrei no registro.br e dei uma olhada nos dados de registro do domínio, onde encontrei um CNPJ que no site da Receita Federal de fato está vinculado ao projeto Médicos sem Fronteiras. Pronto! Fiquei mais tranquilo. Acho todos podemos fazer um esforço nesse sentido, mas sem esquecer que o mundo continua sendo uma selva, até mesmo nos momentos mais difíceis.

Medicos sem fronteiras:
http://www.msf.org.br/haiti/formulario/index.html

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